jusbrasil.com.br
11 de Agosto de 2022
  • 2º Grau
Entre no Jusbrasil para imprimir o conteúdo do Jusbrasil

Acesse: https://www.jusbrasil.com.br/cadastro

Tribunal Superior do Trabalho TST: E XXXXX-08.2009.5.01.0037

Tribunal Superior do Trabalho
há 7 anos

Detalhes da Jurisprudência

Processo

Publicação

Relator

Alberto Luiz Bresciani De Fontan Pereira
Entre no Jusbrasil para imprimir o conteúdo do Jusbrasil

Acesse: https://www.jusbrasil.com.br/cadastro

Decisão

XXXXX00180000004d73786d6c322e534158584d4c5265616465722e362eXXXXX00000060000d0cf11e0a1b11aeXXXXX00000000003e000300feffXXXXX00000000000XXXXX000001000000010000XXXXX00000100000feffffff00000000feffffffXXXXX00000000000fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffdfffffffeffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff52006f006fXXXXX00200045006eXXXXX00000000000XXXXX0000000016000500ffffffffffffffffffffffff0c6ad98892f1d411a65f0040963251eXXXXX00000000000f0f30a046653cf01feffffffXXXXX00000000000ffffffffffffffffffffffffXXXXX00000000000ffffffffffffffffffffffffXXXXX00000000000ffffffffffffffffffffffffXXXXX00000000000 Embargante: VIRLENE MESSNER POLTRONIERI Advogado :Dr. Rafael José da Costa Embargada : CYRELA RJZ CONSTRUTORA E EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. Advogado :Dr. Luiz Felipe Tenório da Veiga AB/waf D E C I S Ã O A Eg. 3ª Turma, por meio do v. acórdão de fls. 1.547/1.572, deu parcial provimento ao recurso de revista da reclamante, para declarar nulo o acórdão regional no tocante ao arbitramento do dano material e, com fulcro no art. 515, § 3º, do CPC, fixar a indenização em R$ 1.760.148,00 (um milhão setecentos e sessenta mil cento e quarenta e oito reais). A reclamante apresenta recurso de embargos à SBDI-1, com fundamento no art. 894, II, da CLT (fls. 1.574/1.591). É o relatório. DECIDO: O recurso, regido pela Lei nº 13.015/2014, está tempestivo (fls. 1.573 e 1.592), subscrito por advogado habilitado nos autos (fls. 1.535/1.541) e o preparo é desnecessário. A reclamante, em razões de embargos, insurge-se contra a responsabilidade que lhe foi atribuída e o consequente valor da indenização arbitrado. Apresenta julgado a cotejo. A Eg. Turma, no julgamento do recurso de revista da reclamante, adotou a seguinte tese, na fração de interesse (fls. 1.559/1.560): “A reclamante sustenta que a ré deve responder pelos danos causados de forma objetiva, com fulcro na teoria do risco. Ressalta que na hipótese em que se aplica a responsabilidade civil objetiva, é despicienda a análise do grau de culpa da reclamada, tal como consta do acórdão. Indica ofensa ao art. 927, parágrafo único, do CC e transcreve arestos. A Corte Regional considerou aplicável ao presente caso o art. 927, parágrafo único, do Código Civil que assim dispõe: “Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.” Conforme se extrai da literalidade do referido dispositivo legal, o risco extraordinário criado pela atividade do empregador enseja a sua responsabilidade civil em caso de dano aos seus trabalhadores. Não obstante, no art. 927, parágrafo único, do Código Civil não há disciplina acerca do valor da indenização devida à vítima do evento danoso. De fato, a medida da indenização a ser paga, tanto nas hipóteses de responsabilidade civil subjetiva como objetiva, encontra disciplina a partir do art. 944 do Código Civil e é exatamente contra o valor arbitrado à reparação que a insurgência da reclamante se volta. Assim, percebe-se que é inviável o conhecimento do recurso de revista por violação do art. 927, parágrafo único, do Código Civil, porquanto essa norma não cuida da medida da indenização, principalmente nos casos em que a vítima tenha concorrido culposamente para o evento danoso (art. 945 do CC), tal como reconhecido pelo juízo singular e mantido pela Corte Regional. De outro lado, os modelos colacionados são provenientes de turmas do TST e, portanto, inservíveis ao confronto de teses por não atender ao requisito do art. 896, a, da CLT. Não conheço.” O paradigma transcrito a fl. 1.579, originário da Eg. 2ª Turma, com indicação da fonte de publicação ( RR-XXXXX-18.2005.5.18.0007, Rel. Min. José Roberto Freire Pimenta, in DEJT 26.11.2010), caracteriza o confronto jurisprudencial, ao consignar a seguinte tese: “INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACIDENTE DO TRABALHO. ATIVIDADE DE RISCO. TEORIA OBJETIVA DA RESPONSABILIDADE. O Regional constatou que o reclamante exercia a função de motorista de caminhão caçamba, e que, diante do travamento da tampa da caçamba, houve a necessidade de operar o equipamento manualmente, oportunidade em que o reclamante sofreu o típico acidente do trabalho, ficando com o seu dedo preso entre a trava e a caçamba. Assim, havendo o Regional concluído que a prova produzida nos autos demonstra a existência do dano sofrido pelo autor (perda do dedo médio de sua mão esquerda) e o nexo causal com as atividades por ele desempenhadas, não há afastar a responsabilidade da reclamada pelo evento danoso. O artigo 927, parágrafo único, do Código Civil de 2002, c/c o parágrafo único do artigo da CLT, autoriza a aplicação, no âmbito do Direito do Trabalho, da teoria da responsabilidade objetiva do empregador, nos casos de acidente de trabalho quando as atividades exercidas pelo empregado são de risco, conforme é o caso em análise. Recurso de revista conhecido e provido.” Ante o exposto, com base no art. 81, IX, do RI/TST, admito o recurso de embargos. Intimada a parte contrária para impugnação no prazo legal. Publique-se. Brasília, 29 de outubro de 2015. Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001) Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira Ministro Presidente da 3ª Turma
Disponível em: https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/907290377/e-1645000820095010037

Informações relacionadas

Tribunal Superior do Trabalho
Jurisprudênciahá 12 anos

Tribunal Superior do Trabalho TST - RECURSO DE REVISTA: RR XXXXX-18.2005.5.18.0007