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5 de Julho de 2022
  • 2º Grau
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Tribunal Superior do Trabalho TST: E 1166-97.2010.5.03.0102

Tribunal Superior do Trabalho
há 7 anos

Detalhes da Jurisprudência

Publicação

29/04/2015

Relator

Alberto Luiz Bresciani De Fontan Pereira
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Decisão

0105000002000000180000004d73786d6c322e534158584d4c5265616465722e362e3000000000000000000000060000d0cf11e0a1b11ae1000000000000000000000000000000003e000300feff090006000000000000000000000001000000010000000000000000100000feffffff00000000feffffff0000000000000000fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffdfffffffeffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff52006f006f007400200045006e00740072007900000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000016000500ffffffffffffffffffffffff0c6ad98892f1d411a65f0040963251e5000000000000000000000000f0f30a046653cf01feffffff00000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000105000000000000 Embargante: VALE S.A. Advogado :Dr. Nilton da Silva Correia Advogado :Dr. Christiano Drumond Patrus Ananias Embargado : IVANY OSCAR DE ALMEIDA Advogado :Dr. Jefferson Jorge de Oliveira Advogada :Dra. Valkyria de Mello Leão Oliveira Advogada :Dra. Débora Cristina Pereira Carneiro Embargada : ASSIS CONSTRUCOES E COMERCIO LTDA Advogada :Dra. Luciene Pereira AB/rhs D E C I S à O A Eg. 3ª Turma desta Corte, por meio do v. acórdão de fls. 281/290, não conheceu do recurso de revista da segunda reclamada, mantendo a responsabilidade subsidiária imposta. A parte apresenta recurso de embargos à SBDI-1, com fundamento no art. 894, II, da CLT (fls. 530/540). É o relatório. DECIDO: O recurso, regido pela Lei nº 13.015/2014, está tempestivo (fls. 529 e 541), subscrito por advogado habilitado nos autos (fls. 266/268) e regular o preparo (fls. 436 e 437). A Eg. 3ª Turma, na fração de interesse, não conheceu do recurso de revista da segunda reclamada, fazendo-o pelos seguintes fundamentos (fls. 282/286): “1 – TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA PELOS DÉBITOS DA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS. 1.1- CONHECIMENTO. Assim decidiu o Regional, no capítulo de interesse (fls. 477/479-PE): ‘RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Insurge-se a Vale S.A. contra a decisão que reconheceu a sua responsabilidade subsidiária com fundamento Súmula nº 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho - TST. Alega que não existiu vínculo empregatício com o reclamante. Sustenta que é legítima dona de obra, devendo ser afastada a responsabilidade subsidiária, nos termos da Orientação Jurisprudencial - OJ nº 191 do TST. Examino. Conforme jurisprudência do TST: ‘RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - SÚMULA Nº 331, IV, DO TST. Demonstrado que a Vale S.A. contratou empresa inidônea para lhe prestar serviços e, ainda, que não fiscalizou o cumprimento das obrigações por parte de sua contratada, evidenciada fica sua responsabilidade subsidiária, a teor do que reza a Súmula 331, IV desta Corte. Caracterizadas a culpa in eligendo e culpa in vigilando , pressupostos que o Supremo Tribunal Federal entende devem estar presentes, para efeito de condenação do ente público, correta a condenação’ (AI RR-24840-73 .2009.5.03.0059, Relator Ministro: Milton de Moura França, 4ª Turma, Data de Publicação: DEJT 03/06/2011). Pelo que se extrai do contrato às fls. 153/163, a Vale S.A. contratou a empresa Assis Construções e Comércio LTDA. para a prestação de serviços de manutenção de infra-estrutura e superestrutura da Estrada de Ferro Vitória a Minas na REGIONAL II (Aimorés a Naque). Certo é que o reclamante prestou serviços como ajudante na realização da mencionada, manutenção fl. 03 e 109), sendo que tais atividades não se fazem necessárias como obra específica e pontual, mas como serviço continuado. Ocorre que a Vale S.A. contratou empresa inidônea para prestar serviços, o que denota-se [sic] culpa eligendo e culpa in vigilando , tendo em vista o inadimplemento de verbas trabalhistas, tal como se verifica no presente caso. Assim, cabe à espécie o entendimento constante na Súmula nº 331, IV, do TST. Saliente-se que é inaplicável a OJ nº 191 da SDI-1 do TST, pois o entendimento nela previsto não se amolda ao caso concreto. Nego provimento’. A ré defende que celebrou com a primeira reclamada contrato de empreitada para prestação de serviços de engenharia. Aduz ainda que as atividades desenvolvidas pelo reclamante não estão relacionadas à sua atividade fim. Aponta contrariedade à OJ 191 da SBDI-1 desta Corte e divergência jurisprudencial. Sem razão. O contexto fático delineado no acórdão recorrido, infenso a reexame nos termos da Súmula 126/TST, não permite concluir que a Companhia Vale do Rio Doce - VALE S.A., segunda reclamada, seria dona da obra nos moldes da redação dada à OJ 191 da SBDI-1 desta Corte, que restringe sua abrangência a contratos de empreitada de construção civil: ‘191. CONTRATO DE EMPREITADA. DONO DA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. RESPONSABILIDADE. (nova redação) - Res. 175/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011 Diante da inexistência de previsão legal específica, o contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro, salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora.’ (Sublinhei) Destaca a decisão recorrida que se trata de contrato de prestação de serviços terceirizados (manutenção de infra-estrutura e superestrutura da Estrada de Ferro), e que tais ‘atividades não se fazem necessárias como obra específica e pontual, mas como serviço continuado’. Nesse contexto, a decisão regional se harmoniza com os termos da Súmula 331, IV, do TST, assim redigida: ‘O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.’ Tal circunstância afasta a possibilidade de conhecimento do apelo, seja por divergência jurisprudencial, seja por violação dos preceitos indicados (art. 896, § 7º, da CLT e Súmula 333/TST). Não conheço.” A embargante alega que firmou contrato cujo objeto era a execução de obra de construção civil. Indica contrariedade à OJ 191 da SBDI-1 e às Súmulas 126 e 331/TST. Colaciona arestos. Pontue-se, de início, que é inadmissível a alegação de contrariedade a súmulas ou a orientações jurisprudenciais de índole processual, cujo conteúdo irradie questões relativas ao cabimento ou ao conhecimento dos recursos de natureza extraordinária (no caso, a Súmula 126/TST), salvo a constatação, na decisão embargada, de desacerto na eleição de tais óbices, exceção não materializada na hipótese dos autos. A Eg. 3ª Turma consignou que, conforme destacado na decisão regional a hipótese dos autos “trata de contrato de prestação de serviços terceirizados (manutenção de infra-estrutura e superestrutura da Estrada de Ferro), e que tais ‘atividades não se fazem necessárias como obra específica e pontual, mas como serviço continuado’”. Registou, ainda, que a presente hipótese é de terceirização, circunstância que repele a aplicação da OJ 191 da SBDI-1 desta Corte. Como se vê, o Colegiado decidiu de acordo com o entendimento consagrado na Súmula 331, IV, do TST, situação que afasta, definitivamente, o cabimento do recurso de embargos, nos termos do art. 894, §§ 2º e , I, da CLT. No mais, os paradigmas colacionados mostram-se inespecíficos, por revelar, segundo a realidade daqueles autos, a existência de contrato de empreitada, situação não evidenciada na hipótese. A divergência jurisprudencial, hábil a impulsionar o recurso de embargos ( CLT, art. 894, II), há de partir de arestos que, reunindo as mesmas premissas de fato e de direito ostentadas pelo caso concreto, ofereçam diverso resultado. A ausência ou acréscimo de qualquer circunstância alheia ao caso posto em julgamento fazem inespecíficos os julgados, na recomendação da Súmula 296, I, do TST. Ante o exposto, com apoio nos arts. 557, caput, do CPC, 894, §§ 2º e , I, da CLT, com a redação conferida pela Lei nº 13.015/2014 e 81, IX, do RI/TST, denego seguimento ao recurso de embargos, por incabível. Publique-se. Brasília, 23 de abril de 2015. Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001) Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira Ministro Presidente da 3ª Turma
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