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5 de Julho de 2022
  • 2º Grau
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Tribunal Superior do Trabalho TST: E 1315-73.2013.5.03.0010

Tribunal Superior do Trabalho
há 7 anos

Detalhes da Jurisprudência

Publicação

02/03/2015

Relator

Lelio Bentes Correa
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Decisão

0105000002000000180000004d73786d6c322e534158584d4c5265616465722e362e3000000000000000000000060000d0cf11e0a1b11ae1000000000000000000000000000000003e000300feff090006000000000000000000000001000000010000000000000000100000feffffff00000000feffffff0000000000000000fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffdfffffffeffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff52006f006f007400200045006e00740072007900000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000016000500ffffffffffffffffffffffff0c6ad98892f1d411a65f0040963251e5000000000000000000000000f0f30a046653cf01feffffff00000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000105000000000000 Embargante: MÔNICA VILLAR CAMARGOS Advogada:Dra. Cristiane Leroy Ribeiro Pacheco Embargado: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF Advogado:Dr. Aurélio Caciquinho Ferreira Neto D E C I S Ã O Recurso de embargos interposto pela reclamante à decisão proferida pela Primeira Turma desta Corte superior, mediante a qual não se conheceu do seu recurso de revista. Em atenção ao disposto na Instrução Normativa n.º 35/2012, passa-se ao exame da admissibilidade do recurso. PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. O apelo é tempestivo. O acórdão foi publicado em 3/7/2014, sexta-feira, conforme certidão lavrada à sequência 7, e as razões recursais protocolizadas em 8/7/2014, sequência 9. O subscritor do recurso encontra-se devidamente habilitado, consoante procuração acostada à p. 62 da sequência 1. Isenta a reclamante do recolhimento das custas processuais, porque beneficiária da justiça gratuita (p. 2.585 da sequência 1). PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. A egrégia Primeira Turma desta Corte superior, mediante acórdão prolatado às pp. 1/10 da sequência 6, não conheceu do recurso de revista interposto pela reclamante que versava o tema “ CEF - plano de cargos e salários de 1989 - progressão por merecimento - requisitos” . Valeu-se, para tanto, dos seguintes fundamentos sintetizados na ementa: RECURSO DE REVISTA. CEF. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS DE 1989. PROGRESSÃO POR MERECIMENTO. REQUISITOS. 1. A E. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais desta Corte examinou situação análoga à presente, em que foi parte a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ao julgamento do Processo nº E- RR-51-16.2011.5.24.0007, no qual concluiu que as promoções horizontais por merecimento, ante o seu caráter subjetivo e comparativo, referente à avaliação profissional dos empregados aptos a concorrer à progressão, não dispensam o preenchimento dos requisitos previstos no regulamento da empresa, tampouco prescindem do juízo de conveniência e oportunidade do empregador. 2. Não obstante referido precedente diga respeito aos empregados dos Correios, a mesma orientação é aplicável aos empregados da Caixa Econômica Federal, ex vi da atual jurisprudência do TST. Precedentes. 3. No caso em apreço, o e. TRT rejeitou o pedido de diferenças salariais, ao fundamento de que “as promoções por merecimento não são automáticas, inexistindo obrigação de o empregador concedê-las periodicamente”. Ressaltou que “tais promoções dependem de critérios subjetivos, a serem observados, relativamente a cada empregado, e se vinculam às condições previstas nas referidas normas, como o limite a um impacto anual de 1% da folha salarial”, concluindo que “as almejadas promoções por merecimento consubstanciavam mera expectativa de direito, decorrente do preenchimento de critérios objetivos e subjetivos, competia ao reclamante, nos termos dos arts. 818 da CLT e 333, 1, do CPC, comprovar que preencheu tais requisitos para que fizesse jus às referidas promoções, ônus do qual não se desincumbiu, todavia”. 4. Tal decisão, como visto, está em harmonia com a jurisprudência desta Corte, atraindo o óbice do § 4º do artigo 896 da CLT e da Súmula 333/TST. Recurso de revista não conhecido. Inconformada, interpõe a reclamante o presente recurso de embargos à SDI, mediante as razões que aduz às pp. 1/15 da sequência 8. Busca a reforma do julgado, ao argumento de que é obrigação da reclamada proceder às avaliações de desempenho necessárias à progressão funcional por merecimento, sob pena de se considerar implementada a condição nos termos do artigo 129 do Código Civil. Esgrime com violação do artigo 129 do Código Civil de 2002. Transcreve aresto para cotejo de teses. Cumpre salientar, inicialmente, que, consoante o disposto no artigo 894 da Consolidação das Leis do Trabalho, o cabimento do recurso de embargos fica adstrito à configuração de divergência entre decisões proferidas por Turmas desta Corte superior, ou destas com julgados da Seção de Dissídios Individuais, salvo se a decisão recorrida estiver em consonância com orientação jurisprudencial ou súmula do Tribunal Superior do Trabalho, ou ainda súmula do Supremo Tribunal Federal. Inviável, dessa forma, o exame do recurso quanto à apontada violação do artigo 129 do Código Civil de 2002. Tem-se, de outro lado, que o julgado trazido a colação às pp. 3/5, emanado da colenda SBDI-I desta Corte superior, viabiliza o conhecimento do apelo, por divergência jurisprudencial, consoante se extraí da sua ementa, de seguinte teor: PROMOÇÕES. PROGRESSÃO FUNCIONAL . A omissão do empregador em realizar avaliações de desempenho, a fim de garantir a seus empregados a oportunidade de galgar sua escala salarial, por meio de promoções horizontais previstas em norma interna da empresa, tem como efeito reputar-se implementada a condição. Inteligência do artigo 120 do Código Civil de 1916 (129 do atual). Precedentes desta Corte uniformizadora. Recurso de embargos não conhecido. (E- ED-RR - 11700-51.1998.5.05.0010, Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa, Data de Julgamento: 30/10/2008, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 07/11/2008) Afigura-se caracterizada, em primeiro exame, a divergência jurisprudencial suficiente a justificar o processamento do recurso de embargos. CONCLUSÃO. DOU seguimento aos Embargos . Intime-se a parte contrária para, querendo, apresentar impugnação ao recurso de embargos, no prazo de 8 (oito) dias. Publique-se. Brasília, 23 de fevereiro de 2015. Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001) Lelio Bentes Corrêa Ministro Presidente da Primeira turma
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