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28 de Maio de 2022
  • 2º Grau
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Tribunal Superior do Trabalho TST - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA: AIRR 20536-21.2013.5.04.0202 - Inteiro Teor

Tribunal Superior do Trabalho
há 6 anos
Detalhes da Jurisprudência
Publicação
DEJT 02/02/2016
Documentos anexos
Inteiro TeorTST_AIRR_205362120135040202_7fc96.rtf
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Inteiro Teor

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Advogado :Dr. Argemiro Amorim

Agravado :FRANÇOISE SCHELL

Advogado :Dr. Estevão Rodrigo da Silva Stertz

Advogado :Dr. Michelle Barcelos Boni

GDCMP/hmc/gs

D E C I S Ã O

Trata-se de Agravo de Instrumento interposto pela Reclamada, em face da decisão monocrática proferida pela Exma. Desembargadora Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, por meio da qual se denegou seguimento ao seu Recurso de Revista.

Cumpre salientar que o referido Recurso de Revista foi interposto contra acórdão publicado na vigência da Lei nº 13.015/2014.

Sustenta a reclamada que seu recurso de revista merece processamento, porque preenchidos os requisitos previstos no artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho.

Não foram apresentadas contraminuta nem contrarrazões.

Autos não submetidos a parecer da douta Procuradoria-Geral do Trabalho, à míngua de interesse público a tutelar.

É o relatório.

Foram preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal, notadamente a tempestividade (decisão monocrática publicada em 3/3/2015, terça-feira, e razões recursais protocolizadas em 5/3/2015), e a regularidade de representação [procuração acostada à p. 290 do Sistema de Informações Judiciárias (eSIJ), aba -Visualizar Todos (PDFs)-]. Deixa-se de analisar a regularidade do preparo, porquanto a concessão do benefício da justiça gratuita é a matéria de fundo do apelo.

Não cabe o exame, a esta altura, das razões recursais no que diz respeito aos temas e violações legais não renovados no Agravo de Instrumento, denotando a aquiescência da agravante com os fundamentos da decisão agravada.

A Exma. Desembargadora Vice-Presidente do Tribunal Regional da 4ª Região denegou seguimento ao Recurso de Revista interposto pela reclamada, sob os seguintes fundamentos (p. 320 do eSIJ):

DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / PARTES E PROCURADORES / ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / PARTES E PROCURADORES / SUCUMBÊNCIA / HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.

A teor do art. 896, § 1º-A, da CLT, com a redação dada pela Lei 13.015/14, aplicável aos acórdãos publicados a partir de 22/09/14, não se recebe recurso de revista que deixar de indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto de inconformidade. Assim, nego seguimento ao recurso quanto aos tópicos acima mencionados.

Sustenta a agravante que seu recurso de revista merecia processamento, porque comprovada a afronta a dispositivos da Constituição da República e de Lei Federal, além de contrariedade a súmula desta Corte superior, bem como divergência jurisprudencial. Alega que, embora não tenha procedido à transcrição dos trechos do acórdão recorrido, fizera referência, em suas razões de Recurso de Revista, à tese adotada pelo Tribunal Regional. Afirma que se encontra financeiramente impossibilitada de arcar com os ônus da sucumbência, motivo pelo qual requer a concessão dos benefícios da justiça gratuita. Esgrime com afronta aos artigos 5º, LV, da Constituição da República, 486 da Consolidação das Leis do Trabalho, 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, 334, I, do Código de Processo Civil. Aponta contrariedade às Súmulas de n.ºs 86 e 481 desta Corte superior, bem como divergência jurisprudencial.

Não obstante os argumentos expendidos pela reclamada, o Recurso de Revista não merece ser admitido, porquanto não supre, de fato, o requisito formal inscrito no artigo 896, § 1º-A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, qual seja a indicação do trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista.

A decisão agravada registrou expressamente que após a vigência da Lei n.º 13.015/14, a qual incluiu o § 1º-A no artigo 896 da CLT, passou a ser ônus da parte, sob pena de não conhecimento do recurso de revista, indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento do apelo.

Com efeito, ratificam o posicionamento ora emanado os seguintes precedentes desta Corte Superior:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA REGIDO PELA LEI Nº 13.015/14. INOBSERVÂNCIA DE PRESSUPOSTO FORMAL DE ADMISSIBILIDADE PREVISTO NO ART. 896, § 1º-A, I, DA CLT. Nos termos do art. 896, § 1º-A, I, da CLT, com a redação dada pela Lei nº 13.015/2014: "Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte: I - indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista". Na hipótese vertente, o recurso de revista não observou o referido pressuposto formal, restando, assim, deficiente de fundamentação. Agravo de instrumento a que se nega provimento. ( AIRR-59-16.2012.5.02.0089, Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa, Data de Julgamento: 17/06/2015, 1ª Turma, Data de Publicação: DEJT 19/06/2015).

AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. ADMISSIBILIDADE. LEI 13.015/14. PREQUESTIONAMENTO. TRANSCRIÇÃO DO TRECHO DO ACÓRDÃO. ART. 896, § 1º-A, INCISO I 1. A Lei nº 13.015/14 exacerbou os pressupostos intrínsecos de admissibilidade do recurso de revista, como se extrai do novel art. 896, § 1º-A, da CLT. 2. O novo pressuposto e ônus do recorrente consistente em "indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento" não se atende meramente mediante menção ou referência à folha do acórdão em que se situa, tampouco mediante sinopse do acórdão, no particular. A exigência em apreço traduz-se em apontar a presença do prequestionamento (salvo vício nascido no próprio julgamento) e comprová-lo mediante transcrição textual do tópico nas razões recursais. Somente assim se atinge a patente finalidade da lei: propiciar ao relator do recurso de revista no TST maior presteza na preparação do voto ao ensejar que, desde logo, confronte o trecho transcrito com o aresto acaso apontado como divergente, ou com a súmula cuja contrariedade acaso é alegada, ou a violação sustentada de forma analítica pelo recorrente. 3. Inadmissível recurso de revista interposto sob a égide da Lei nº 13.015/14 (decisões publicadas a partir de 22/9/2014) em que a parte não cuida de transcrever o trecho do acórdão regional em que repousa o prequestionamento da controvérsia transferida à cognição do TST. 4. Agravo de instrumento da Reclamada de que se conhece e a que se nega provimento. ( AIRR-59900-65.2009.5.09.0892, Relator Ministro: João Oreste Dalazen, Data de Julgamento: 10/06/2015, 4ª Turma, Data de Publicação: DEJT 19/06/2015).

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AUSÊNCIA DE CREDENCIAL SINDICAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO TRECHO DA DECISÃO REGIONAL. AUSÊNCIA DE CONFRONTO ANALÍTICO. Nos termos do § 1º-A do art. 896 da CLT, não se conhece do recurso de revista quando não indicado o trecho que traz o prequestionamento da matéria (inciso I), e quando não realizado o confronto analítico entre o julgado regional e os dispositivos/súmulas invocados. Recurso de revista não conhecido. ( RR-516-58.2013.5.09.0658, Relator Ministro: Aloysio Corrêa da Veiga, Data de Julgamento: 11/02/2015, 6ª Turma, Data de Publicação: DEJT 20/02/2015).

No mesmo sentido, cumpre destacar os seguintes precedentes dessa Corte Superior: AIRR-524-48.2014.5.03.0179, Relator Ministro José Roberto Freire Pimenta, 2ª Turma, DEJT de 1/7/2015; AIRR-557-06.2013.5.02.0016, Relator Ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte, 3ª Turma, DEJT de 2/7/2015; AIRR-1871-92.2013.5.03.0069, Relator Ministro Emmanoel Pereira, 5ª Turma, DEJT de 1/7/2015; RR-440-14.2011.5.12.0046, Relator Ministro Douglas Alencar, 7ª Turma, DEJT de 26/6/2015; Ag-AIRR-1221-60.2013.5.06.0231, Relator Ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, 8ª Turma, DEJT de 8/6/2015.

Acrescente-se que esta Corte superior já firmou entendimento jurisprudencial no sentido de que o verbo -indicar- é sinônimo de -apontar-, -destacar-, sendo necessária a transcrição, nas razões do recurso de revista, dos trechos do acórdão recorrido que demonstram o prequestionamento dos temas objeto da inconformidade do recorrente. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: Ag-AIRR-277-76.2014.5.03.0079, Relator Ministro Walmir Oliveira da Costa, 1ª Turma, DEJT 04/09/2015; AIRR-1113-03.2011.5.04.0281, Relator Ministro José Roberto Freire Pimenta, 2ª Turma, DEJT 19/06/2015; Ag-AIRR- 781-66.2014.5.03.0052, Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira 3ª Turma, DEJT 11/09/2015; AIRR-20150-94.2013.5.04.0006, Relatora Ministra Maria de Assis Calsing, 4ª Turma, DEJT 04/09/2015; Ag-AIRR-1266-06.2012.5.04.0021, Relator Ministro Emmanoel Pereira, 5ª Turma, DEJT 04/09/2015; AIRR-2532-66.2012.5.12.0001, Relator Ministro Aloysio Corrêa da Veiga, 6ª Turma, DEJT 04/09/2015; Ag-AIRR-757-35.2010.5.02.0075, Relator Ministro Douglas Alencar Rodrigues, 7ª Turma, DEJT 04/09/2015; e AIRR-20421-54.2013.5.04.0281, Relatora Ministra Dora Maria da Costa, 8ª Turma, DEJT 04/09/2015.

No presente caso, verifica-se que a reclamada não transcreveu, nas razões do seu Recurso de Revista, os trechos do acórdão recorrido referente aos temas objeto do Recurso de Revista. Incidência, portanto, do disposto no inciso Ido § 1º-A do artigo 896 da CLT, que impõe o não seguimento do recurso.

Incumbe à parte recorrente demonstrar, no momento da interposição do recurso de revista, o preenchimento dos seus pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. A exigência de transcrição do trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento do apelo não caracteriza excesso de formalismo, bem como não ofende princípios constitucionais, porquanto necessária à celeridade e à segurança da prestação jurisdicional.

O ordenamento jurídico brasileiro autoriza a negativa de seguimento a recurso manifestamente improcedente ou em confronto com súmula ou com jurisprudência pacificada do mesmo Tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior (artigo 557, caput, do CPC).

Essa modalidade de decisão, em que se rejeita in limine o recurso manifestamente improcedente ou cujos fundamentos sejam contrários ao posicionamento pacífico dos Tribunais Superiores, é consentânea com os princípios da celeridade e da duração razoável do processo, ambos albergados pelo artigo 5º, LXXVIII, da Constituição da República de 1988.

Tendo sido confirmada a decisão por meio da qual se denegou seguimento ao Recurso de Revista, com fundamento no art. 557, caput, do CPC, nego seguimento ao Agravo de Instrumento.

Publique-se.

Brasília, 18 de dezembro de 2015.

Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001)

MARCELO LAMEGO PERTENCE

Desembargador Convocado Relator


fls.


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