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29 de Maio de 2022
  • 2º Grau
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Tribunal Superior do Trabalho TST - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA: AIRR 225-89.2012.5.15.0120 - Inteiro Teor

Tribunal Superior do Trabalho
há 6 anos
Detalhes da Jurisprudência
Publicação
DEJT 11/12/2015
Relator
Ives Gandra Martins Filho
Documentos anexos
Inteiro TeorTST_AIRR_2258920125150120_1a6c9.pdf
Inteiro TeorTST_AIRR_2258920125150120_8ade7.rtf
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Inteiro Teor

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Advogado :Dr. José Antônio Funnicheli

Recorrida :SÃO MARTINHO S.A.

Advogado :Dr. Wilson Carlos Guimarães

IGM/nn

D E S P A C H O

I) RELATÓRIO

Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1ª Turma deste Tribunal que negou provimento ao agravo de instrumento em recurso de revista obreiro relativamente aos temas -prescrição do trabalhador rural-, -dispensa por justa causa-, -adicional de periculosidade-, -indenização por danos morais-, -contribuição previdenciária e imposto de renda- e -honorários advocatícios-.

Nas razões recursais, a Parte não suscitou a preliminar de repercussão geral da matéria.

II) FUNDAMENTAÇÃO

O art. 102, § 3º, da CF exige, em recurso extraordinário, a demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso.

O art. 543-A, § 2º, do CPC especifica que tal demonstração deverá ser arguida em preliminar do recurso extraordinário.

Finalmente, o art. 327 do RISTF dispõe que serão recusados os recursos extraordinários que não apresentarem -preliminar formal e fundamentada de repercussão geral-. Ou seja, a arguição de repercussão geral deve ser feita em tópico apartado, titulado e fundamentado.

Aplicando tal arsenal normativo, o Supremo Tribunal Federal vem descartando de plano os recursos extraordinários em que a preliminar não seja arguida, não o seja em tópico destacado (vindo no bojo das razões recursais) ou em que a preliminar não esteja especificamente fundamentada. Nesse sentido, podemos referir o seguinte precedente do Pretório Excelso:

-PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. [...] AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO- (RE-635268-AgR/PR, Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe de 25/03/14).

Do corpo desse acórdão se extrai o seguinte trecho, que reflete a orientação da Suprema Corte sobre o que seria uma preliminar desfundamentada:

-O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012- (grifos nossos).

Na esteira de tal paradigma, verifica-se que a parte, ao formular a preliminar de repercussão geral, deverá fazê-lo em tópico apartado com título expresso de repercussão geral e mostrar, com dados concretos, não apenas que a demanda tem manifesto potencial de repetitividade, como também a relevância política, jurídica, econômica e social do tema em debate no apelo extremo, a exigir pronunciamento pacificador do STF. Ou seja, se não conjugados ambos os fatores - ampla abrangência da questão discutida e especial relevância do tema -, não se terá como fundamentada a preliminar.

Por outro lado, o juízo de admissibilidade do recurso extraordinário quanto à ausência ou desfundamentação da preliminar de repercussão geral deve ser feito, conforme determinado pelo STF, tanto pela Corte ad quem quanto pelo Tribunal a quo, como se extrai do seguinte precedente do STF:

-36. Certo, inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada a demonstrar, no caso concreto, a existência da repercussão geral- ( AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 06/09/07).

No caso do juízo de admissibilidade a quo, exercido pela Vice-Presidência do TST, não se trata de prejulgamento sobre se a questão é relevante ou abrangente, mas de saber se o recorrente tratou de arguir e trazer a cotejo alguns dados concretos para demonstrar essa repercussão geral. Demonstrar a repercussão geral não é discutir teoricamente a importância de uma questão jurídica concreta, mas demonstrar que, além de ser relevante, a questão se reproduz em inúmeros processos, atual ou potencialmente, dependendo da manutenção ou revisão da orientação jurisprudencial concreta que se visa discutir perante o STF.

Ora, no caso em apreço, a Parte não suscitou a referida preliminar.

Assim sendo, mostra-se descabido o exame do recurso extraordinário, por ausência de arguição da preliminar de repercussão geral, nos termos do art. 543-A, § 2º, do CPC, pressuposto objetivo de recorribilidade.

III) CONCLUSÃO

Do exposto, denego seguimento ao recurso extraordinário e determino a baixa dos autos à origem.

Publique-se.

Brasília, 10 de dezembro de 2015.

Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001)

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO

Ministro Vice-Presidente do TST


fls.


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