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20 de Outubro de 2021
2º Grau
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Tribunal Superior do Trabalho TST - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA : AIRR 1337-44.2012.5.19.0262 - Inteiro Teor

Tribunal Superior do Trabalho
há 6 anos
Detalhes da Jurisprudência
Publicação
DEJT 17/09/2015
Relator
Renato de Lacerda Paiva
Documentos anexos
Inteiro TeorTST_AIRR_13374420125190262_43c48.pdf
Inteiro TeorTST_AIRR_13374420125190262_32c44.rtf
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Inteiro Teor

0105000002000000180000004d73786d6c322e534158584d4c5265616465722e362e3000000000000000000000060000d0cf11e0a1b11ae1000000000000000000000000000000003e000300feff090006000000000000000000000001000000010000000000000000100000feffffff00000000feffffff0000000000000000fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffdfffffffeffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff52006f006f007400200045006e00740072007900000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000016000500ffffffffffffffffffffffff0c6ad98892f1d411a65f0040963251e5000000000000000000000000f0f30a046653cf01feffffff00000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000ffffffffffffffffffffffff0000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000105000000000000Agravante:INTERCEMENT BRASIL S.A.

Advogado :Dr. Alvaro Van Der Ley Lima Neto

Advogado :Dr. Carlos Roberto Siqueira Castro

Agravado :HÉLIO JOAQUIM DE SANTANA

Advogado :Dr. Jorge Luiz de Gouveia

D E S P A C H O

Trata-se de agravo de instrumento interposto pela reclamada Intercement Brasil S.A. em seq. 1, págs. 769/785, contra o despacho proferido pelo Desembargador Presidente do TRT da 19ª Região (seq. 1, págs. 759/765), que denegou seguimento ao seu recurso de revista.

Certidão de ausência de contraminuta ao agravo de instrumento e de contrarrazões ao recurso de revista em seq. 1, pág. 793.

Sem remessa dos autos à Procuradoria-Geral do Trabalho, nos termos do artigo 83, § 2º, inciso II, do Regimento Interno deste Tribunal.

Inicialmente, cumpre salientar que o presente agravo de instrumento será analisado à luz da Lei nº 13.015/2014 (que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho no tocante ao processamento de recursos no âmbito da Justiça do Trabalho), pois o recurso de revista que se objetiva destrancar foi interposto contra acórdão regional publicado em 16/10/2014 (seq. 1, pág. 737), data na qual já se encontrava em vigor a referida Lei nº 13.015/2014 (vide art. 1º do Ato nº 491 SEGJUD.GP, de 23 de setembro de 2014).

Presentes os pressupostos de admissibilidade do agravo de instrumento, passo ao exame do apelo.

Insurge-se a agravante, em suas razões recursais, contra o despacho que denegou seguimento ao seu recurso de revista em relação aos temas -Intervalo intrajornada - Natureza jurídica- e -Turnos ininterruptos de revezamento-. Em suas razões de recurso de revista, alegou que o acórdão regional merece reforma em relação ao tema supracitado. Apontou violação a preceito constitucional e a dispositivos de leis federais, contrariedade às Súmulas/TST nºs 60 e 423 e divergência jurisprudencial.

O Desembargador Presidente do TRT da 19ª Região, no primeiro juízo de admissibilidade, denegou seguimento ao recurso de revista interposto pela reclamada nos seguintes termos:

-PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS

Tempestivo o recurso (decisao publicada em 16/10/2014 - fl. 693; recurso apresentado em 24/10/2014 - fl. 695).

Regular a representação processual, fl (s). 642/644.

Satisfeito o preparo (fls. 670, 671 e 703).

PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS

DURAÇÃO DO TRABALHO / INTERVALO INTRAJORNADA.

Alegação (ões):

- violação do (s) artigo , inciso II, da Constituição Federal.

- violação do (s) Consolidação das Leis do Trabalho, artigo 71, § 4º; artigo 818; Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I.

- divergência jurisprudencial: .

Argui que o recorrido não conseguiu provar a alegada supressão do intervalo intrajornada. Afirma que o autor sempre registrou corretamente o seu horário de labor, bem como gozava de 1 (uma) hora para refeição e descanso.Assevera que todas as horas extras laboradas foram pagas ao recorrido, inclusive no que tange às eventuais horas noturnas e seus adicionais. Sustenta que o pagamento do trabalho prestado em horário reservado ao descanso ou alimentação não tem natureza jurídica de salário, mas de indenização, não devendo repercutir nas demais verbas contratuais.

Consta do decisum atacado:

`DA JORNADA DE TRABALHO

Aduz o reclamante que laborava em turnos ininterruptos de revezamento, perfazendo os seguintes horários: 00h30min às 08h30min ou 08h30min às 16h30min ou 16h30min às 00h30min, tendo seu contrato de trabalho durado de 09/10/1996 até 14/12/2011.

Por outro lado, em contestação, afirmou a reclamada que o autor "possuía jornada de 06 horas diárias, vez que laborava em turno ininterrupto de revezamento, sendo possível a prorrogação da jornada por mais 1h20min, com acréscimo de 22,22% sobre o salário nominal do Colaborador", conforme previsto na cláusula 11ª do acordo coletivo; assim, tinha-se uma jornada de 07h20min que, quando somada aos 40 minutos de intervalo intrajornada, totalizava uma jornada de oito horas nos parâmetros apontados na peça vestibular e conforme expressa autorização pelo instrumento coletivo.

Incontroverso, portanto, os horários praticados pelo obreiro, bem como sua jornada estendida para oito horas diárias.

Primeiramente, deve-se pontuar que, pelo princípio da adequação setorial negociada (DELGADO, Mauricio Godinho. "Curso de Direito do Trabalho". 12ed. p. 1434/1435), as normas autônomas juscoletivas formuladas para incidirem sobre determinada categoria econômico-profissional só poderão prevalecer sobre o padrão legal quando o regramento coletivo implementar um padrão setorial de direitos superior ao padrão geral fixado por lei ou quando as normas coletivas transacionarem setorialmente parcelas justrabalhistas de indisponibilidade apenas relativa (e não absoluta).

Destarte, não se afigura possível o cômputo dos intervalos destinados ao descanso na duração do trabalho (como pretende a recorrente), como também, não é possível a redução desse intervalo intrajornada mínimo, ainda que por instrumento coletivo, por se tratarem de norma de ordem pública (art. 71, 'caput' e § 2º da CLT e art. , XXII da Constituição Federal), constituindo medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, sendo considerada inválida a cláusula do acordo coletivo que contemple sua supressão, conforme preceitua, inclusive, a Súmula 437, II do C. TST.

Assim, correta a condenação da reclamada ao pagamento de uma hora extra em face da supressão do intervalo, haja vista a jornada praticada ser superior a seis horas concomitante ao incontroverso horário reduzido de intervalo para refeição e descanso (40 minutos), devendo ser observado o adicional de 50% e a repercussão em descanso semanal remunerado, férias mais 1/3, 13º salário, aviso prévio indenizado e FGTS mais multa de 40%, nos moldes da r. sentença a qual fica mantida neste particular...-

Dispõe a Súmula 437 do C. TST, in verbis :

`INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTA-ÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT

I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remune-ração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração.

II - E inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. , XXII, da CF/1988), infenso à negociação cole-tiva.

III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com re-dação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não conce-dido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais.

IV - Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, § 4º da CLT.-

A decisão regional encontra-se em consonância com a Jurisprudência pacífica do TST, consubstanciada na Súmula 437, II e III.

Logo, estão superados os arestos transcritos para confronto de teses, além de afastadas as violações alegadas, nos termos da Súmula 333/TST.

DURAÇÃO DO TRABALHO / TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO.

Alegação (ões):

- contrariedade à(s) Súmula (s) nº 60; nº 423 do colendo Tribunal Superior do Trabalho.

- violação do (s) artigo , inciso XIV, da Constituição Federal.

- violação do (s) Consolidação das Leis do Trabalho, artigo 73, § 1º; artigo 818; Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I.

Argumenta que para caracterização do turno ininterrupto de revezamento é indispensável que o empregado trabalhe em três turnos, em sistema de alternância, o que não restou configurado nos autos. Aduz que a jornada de trabalho cumprida pelo obreiro durante a vigência do pacto laboral enquadra-se no limite legal de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Ressalta que nas oportunidades que o autor precisou laborar no período noturno recebeu a correspondente paga.

Transcrevo decisão de segundo grau:

`...Por outro lado, a cláusula 3ª ou 11ª dos Acordos Coletivos de Trabalho (fls. 125, 139, 150/151 e 161/162) se afigura mais benéfica ao trabalhador do que o ordenamento jurídico pátrio, na medida em que, embora amplie os turnos ininterruptos de revezamento para 07h20min diários, concede ao empregado a percepção de um adicional de 22,22% incidente sobre uma hora e 20 minutos, laborada além da sexta hora diária.

Para ilustrar, transcreve-se a Súmula 423 do C. TST a qual permite a prorrogação dos turnos ininterruptos para até oito horas, dispensando o pagamento como extra dessa extensão:

"TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 169 da SBDI-1) Res. 139/2006 - DJ 10, 11 e 13.10.2006).

Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não têm direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras".

A Constituição Federal consagrou a negociação coletiva como meio eficaz de solução dos conflitos em vários dispositivos, a exemplo do art. , incisos VI, XIII, XIV, XXVI; art. 8º, inciso VI; e art. 114, §§ 1º e 2º.

Logo, não é função do Judiciário aplicar esta ou aquela cláusula, desconsiderando a integralidade do instrumento negocial e, consequentemente, desprestigiando a autonomia coletiva para a negociação, tendo jurisprudência e doutrina adotado, no Brasil, a Teoria do Conglobamento para definir os parâmetros de aplicação e alcance dessa transação.

Nesse trilhar, ao invés de "fatiar" a norma por institutos ou artigos, como faz a Teoria da Acumulação, a Teoria do Conglobamento capta a norma mais favorável a partir do seu confronto com o conjunto normativo globalmente considerado, dentro daquele universo temático. Acrescente-se, ainda, que o parâmetro para se proceder à comparação da norma mais favorável não será o indivíduo, tomado isoladamente, mas a coletividade interessada.

Apenas a título de exemplo, apontam-se algumas estipulações fixadas pelo acordo coletivo de trabalho que são mais benéficas ao trabalhador, quais sejam, o auxílio medicamento (cláusula 6ª), o prêmio estímulo ao estudo - P.E.E. (cláusula 3ª) e a fixação de adicionais mais elevados para o pagamento das horas extras, como 50% e 70% ou 100% e 130% (cláusula 9ª).

Portanto, ante a evidente validade da negociação coletiva (ACT), aposta aos autos, considero regular a ampliação da jornada dos empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento para 07h20min diários, apenas configurando labor extraordinário as horas prestadas acima desse limite, considerando para tanto, os cartões de ponto.

Ademais, em contraposição às sustentações patronais, verifica-se da cláusula 10ª, parágrafo segundo dos ACTs que o empregado submetido ao "Turno Ininterrupto de Revezamento não entra no sistema de Banco de Horas", descartando-se, desde já a possibilidade de adoção desse sistema para a compensação das horas prestadas pelo reclamante.

Desse modo, reforma-se a r. sentença para que sejam refeitos os cálculos no que tange ao sobrelabor, considerando como extraordinárias as horas laboradas diariamente acima de 07h20min, observado ainda o limite semanal de 44 horas, mantidas as repercussões deferidas na origem (descanso semanal remunerado, aviso prévio, férias + 1/3, 13º salários, FGTS mais 40%).

Outrossim, no que tange ao labor no horário noturno, limita-se a reclamada, ora recorrente, a afirmar que sempre procedeu ao pagamento do adicional, observando-se a hora noturna reduzida.

Prescreve a OJ 395 da SBDI-1 do TST que o trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito do empregado à hora noturna reduzida de 52 minutos e 30 segundos, bem como ao adicional de 20% sobre a hora diurna (art. 73, § 31º da CLT).

Do mesmo modo, estende-se aos trabalhadores submetidos a turnos ininterruptos de revezamento a prorrogação da jornada noturna quando houver continuidade da prestação de serviços além do limite previsto em lei, qual seja, cinco horas da manhã (art. 73, § 2º da CLT).

Conforme se verifica dos cartões de ponto, é incontroverso que na jornada obreira das 16h30min às 00h30min e das 00h30min às 08h30min havia o labor em período noturno e, quanto a esta última, havia a prorrogação da jornada noturna (das 05h00 às 08h30) fazendo igualmente jus à percepção do respectivo adicional.

Assim, em que pese as afirmações patronais e os contracheques que indicam o pagamento do adicional noturno, a perícia contábil verificou a existência de diferenças a tal título (fls. 595/623), não tendo a recorrente apontado em suas razões equívoco na perícia, limitando-se a declarar a quitação da parcela, razão pela qual fica mantida a r. sentença no particular.-

Quanto ao argumento de que o obreiro não laborava em turnos ininterruptos de revezamento, consta do v. acórdão que tal situação fora confirmada pela reclamada em sua contestação.

No que diz respetio à jornada de trabalho, consta do decisum que a mesma fora disciplinada pelos Acordos Coletivos de Trabalho (f. 125, 139, 150/151, 161/162) em 07h20min diários.

Nesse sentido, reza a Súmula 423 do C. TST:

`TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JOR-NADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE.

Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras.-

O Tribunal do Trabalho da 19ª Região adotou tese em consonância com a Súmula 423 do TST, o que por sua vez obsta o seguimento do recurso.

Em relação ao adicional noturno, houve condenação da recorrente ao pagamento de diferenças do referido título, tendo em vista o que restou determinado na perícia contábil.

Nesse contexto, a pretensão da parte recorrente, assim como exposta, importaria, necessariamente, no reexame da prova pericial, o que encontra óbice na Súmula 126/TST e inviabiliza o seguimento do recurso.

CONCLUSÃO

DENEGO seguimento ao recurso de revista interposto por INTERCEMENT BRASIL S.A-. (g.n.) (seq. 1, págs. 759/765)

Verifico, de plano, que a reclamada, ora agravante, nas razões de recurso de revista, não indicou os trechos da decisão recorrida que consubstanciam o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista, como exige o inciso Ido § 1º-A do artigo 896 da CLT, acrescido pela Lei nº 13.015/2014.

Dispõe o inciso Ido § 1º-A do artigo 896 da CLT que:

-Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte:

I - indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista; (Incluído pela Lei nº 13.015, de 2014)- (g.n.)

Nesse passo, ao não indicar os trechos da decisão recorrida em que se encontram analisadas as matérias objeto do recurso de revista, a reclamada, ora agravante, não observou o requisito mencionado no inciso Ido § 1º-A do artigo 896 da CLT, acrescido pela Lei nº 13.015/2014.

Assim, embora por outros fundamentos, mantenho o despacho agravado.

CONCLUSÃO

Diante do exposto, com fundamento no artigo 557, caput, do CPC, nego seguimento ao agravo de instrumento.

Publique-se.

Brasília, 16 de setembro de 2015.

Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001)

Renato de Lacerda Paiva

Ministro Relator


fls.


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